O QUE FAZER PARA SE TORNAR UM PADRE? 

1- Participar bem da vida de sua comunidade eclesial, assumindo algum serviço eclesial específico; 

2- Falar com as lideranças de sua comunidade sobre sua vocação para ser apresentado para a pastoral vocacional de sua paróquia. O acompanhamento vocacional lhe dará oportunidade de esclarecer dúvidas e compreender melhor o sentido e as exigências desta opção de vida;

 3- Seu pároco ou responsável pela pastoral de sua paróquia lhe apresentará ao Promotor Vocacional Diocesano. A partir daí, realiza-se um acompanhamento vocacional específico, a partir de encontros organizados pelo promotor vocacional. Este acompanhamento se realiza durante os estudos fundamentais (Ensino Médio); 

4- Após esse período de acompanhamento e discernimento, tendo manifestado as condições e aptidões, ingressa-se no Propedêutico São José (localizado em Bacabal - MA). Com duração de um ano, o tempo propedêutico é um período de formação específica em preparação ao ingresso no Seminário Maior Dom Pascásio; 

5- Tendo sido aceito, pelo Bispo e pela equipe de formadores, o pedido para o ingresso no Seminário Maior e, uma vez concluído o período propedêutico, poder-se-á fazer o vestibular e iniciar aos estudos de filosofia e teologia passando a morar no Seminário Maior da Diocese (localizado em São Luís - MA);

 6- O processo de formação e discernimento no Seminário Maior se realiza em duas etapas: a etapa do discipulado (correspondente aos estudos filosóficos, com duração de três anos) e a etapa da configuração (correspondente aos estudos teológico, com duração de quatro anos). As duas etapas compreendem, portanto, um período de sete (7) anos, nos quais o candidato é avaliado quanto a idoneidade de sua vocação; 

 7- Tendo concluído estas etapas e mostrado uma conduta de acordo com a vocação ao sacerdócio, passa-se a um período de acompanhamento e inserção pastoral na vida da Diocese (etapa de síntese vocacional). Após esse período de intensa experiência pastoral, poder-se-á ser aceito pelo Bispo Diocesano, após escuta do seu Conselho de Presbíteros, o pedido de ordenação diaconal;

 8- Exercendo as respectivas funções pastorais e litúrgicas, vive-se o tempo do diaconato em uma paróquia específica e sendo acompanhado pelo pároco e/ou outro presbítero para isso designado; 

9- Após a experiência diaconal, tendo sido manifesto as virtudes essenciais para o exercício do ministério presbiteral, você é ordenado presbítero pela imposição das mãos do bispo diocesano, juntamente com os demais presbíteros.

VOCAÇÃO: a realização de uma vida santa no amor.

 

É assim que o evangelho segundo São Mateus relata como Nosso Senhor o chamou. É conhecido, este trecho, como a vocação de Mateus, que também é contada por São Marcos (2, 13s) e por São Lucas (5, 27s). Como se pode perceber: vocação é um chamado, um convite. 

Vocare é o vocábulo latino que dá origem à palavra vocação. É a mesma raiz da palavra voz (voce); daí se entende que é um chamado, pois se ouve uma voz a chamar. Quando estudamos a gramática dos idiomas, encontramos o vocativo que é um caso gramatical que se caracteriza pelo chamamento.

Enfim, para ser bem claro: vocação é a escuta de uma voz que nos chama; e chama pelo nome, através de muitos meios... mas sempre chama. Para nós cristãos, quando se fala em vocação pensamos logo em um serviço especial que Deus nos convida a realizar, ou a ser sacerdote, no caso dos homens solteiros, ou a ser diáconos, no caso dos casados, ou a ser religiosos e religiosas, no caso dos que pertences a Congregações como os franciscanos e franciscanas, ou a ser geradores de vida no caso dos casais que constituem famílias, ou mesmo no estado celibatário, onde não se casa e vive apenas para o reino de Deus.

Se passarmos para outro âmbito, como o profissional, entendemos que a vocação é a aptidão que cada um tem para desempenhar determinada atividade, e que caracteriza sua atuação civil no mundo do trabalho. Alguns sentem o desejo a ser médicos, advogados, professores, dançarinos, artistas, etc. Fazemos até orientação vocacional nas escolas para anos ajudar a descobrir nossas capacidades e inclinações profissionais.

Não desmerecendo essas vertentes de nosso viver no mundo, a nossa primeira vocação é à vida. Sim! Fomos chamados a viver. Quantas e quantas palestras de autoajuda podemos ouvir e que acentuam este pormenor, que na realidade é o maior de todos. Deus nos chama a viver uma vida única e irrepetível. Por mais que não aceitemos, a vida que temos nunca mais se repetirá. Por isso é que devemos vivê-la bem. E vive bem a vida aquele que descobre o que Deus deseja dele.

Bem, nem todos teremos a experiência de São Mateus, ou de São Paulo (cf. At 9, 1-9). Mas podemos ter uma experiência de ouvir a voz de Cristo que nos chama. Mas a voz de Cristo nos chama, antes de qualquer coisa, a sermos santos, pois esta é a Vontade de Deus para nós (cf. 1 Ts 4, 3). Exatamente, somos chamados a sermos santos: santos sacerdotes, santas freiras, santos frades, santos leigos, santos esposos, santos pais e mães de família, santos, santos.

Toda vocação é para ser sinal de santidade no mundo. Para que os homens vejam nossas vidas e nossas "obras e glorifiquem o Pai que está nos Céus" (cf. Mt 5, 13-48). Mas como fazer para descobrir a vocação que Deus sonhou para mim desde sempre?

Bem, a primeira coisa de quem chama é que aquele que é chamado, ouça. Para isso é muito importante o canal que liga um ao outro. Pois se para haver uma mensagem é necessário um código entre o emissor e o receptor, entre Deus e nossa alma existe um canal que é a oração. Orar nos atira ao coração de Deus e lá descobrimos tudo o que precisamos. Mas não uma oração ruidosa ou esporádica, mas uma oração silenciosa de entretenimento e doçura de estar com o mais belo de todos os amores do mundo. No silêncio da oração, Deus nos fala e/ou nos mostra o que deseja de nós, abre nosso coração aos irmãos e às suas necessidades, às necessidades da Igreja e do mundo e então entendemos. Somos chamados a sermos santos e a santidade consiste em doar nossa vida a Deus e aos outros, pois desde o início Deus se mostrou um Deus que se doa. Desde a Criação até Jesus, Ele sempre doou o melhor de si para nós, e é assim que devemos ser, seja qual for a nossa vocação.

Ninguém recebe uma vocação para a autossatisfação, mas para doar aos outros o grande tesouro de sua vida que é o próprio Deus. E então muitos entendem e também o procuram pois quando vivemos nossa vocação em santidade, apontamos sempre para Deus e para a realização de todos os homens. No entanto, não devemos fazer de nossa vida uma eterna busca por vocação, pois Deus se manifestará a quem amar. O amor é o código da mensagem. A quem me ama eu me manifestarei, disse o Senhor. Tomemos só cuidado com o Senhor que passa, para não o perdermos de vista.

Somos realizados se amamos Deus e os outros, se nos realizarmos, vivemos nossa verdadeira vocação que se esclarecerá a cada um individualmente e se a encontramos temos certeza que respondemos àquele chamado que também nos é feito por jesus dia a dia: segue-me.

Peçamos a Deus a graça de poder ouvir seu chamado no dia a dia, e de entendermos o que espera de nós para nossa santificação e santificação dos outros, e pelo amor responderemos ao seu chamado e então no final olharemos para trás e veremos que na única vida que tivemos, vivemo-la da melhor maneira possível e ainda a receberemos eterna, no final.

Robson Cardoso - 2º ano de Teologia

DIOCESE DE BACABAL - MARANHÃO
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